O Mercado Varejista Brasileiro

O setor varejista brasileiro de alimentos representou aproximadamente 5,4% do Produto Interno Bruto brasileiro, ou PIB, em 2016. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, ou ABRAS, o setor varejista brasileiro de alimentos no Brasil teve receita bruta de aproximadamente R$ 338,7 bilhões em 2016, representando um aumento nominal de 7,1% se comparado a 2015.

O setor varejista brasileiro de alimentos é altamente fragmentado. Segundo a ABRAS, as cinco maiores redes de supermercados representaram por volta de 40,6% do setor varejista de alimentos em 2016, em comparação com 51,5% em 2015. Nossas vendas brutas consolidadas representaram 13,3% das vendas brutas de todo o setor varejista de alimentos em 2016, também de acordo com a ABRAS.

Em 2015, o Brasil enfrentou uma recessão econômica, dificuldades fiscais e instabilidade política que persistiram em 2016. O PIB despencou 3,6% em 2016 enquanto o índice de desemprego aumentou constantemente ao longo de 2016, chegando a 12% no final do ano (comparado a 9% em 2015 e 6,5% em 2014). Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação atingiu 6,29% em 2016, contra 10,67% em 2015.

De acordo com dados publicados em janeiro de 2017 pelo IBGE, o volume de vendas no setor de varejo alimentício caiu 3,1% em 2016 em relação a 2015.

O atacado de autosserviço foi criado para atender clientes dentro de um nicho de mercado que não foi alcançado nem pelo varejo de autoatendimento nem pelo atacado direto. De acordo com os dados mais recentes publicados pela Associação Brasileira da Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados e a Nielsen Holdings N.V (Nielsen), o setor atacadista no Brasil registrou receita bruta de cerca de R$ 218,4 bilhões em 2015, um crescimento anual nominal de 3,1%.

O setor de eletrodomésticos no Brasil passa por uma contração desde 2013, sendo que, segundo os dados mais recentes do IBGE, o volume de vendas nesse segmento e no de móveis despencou 14,0% em 2015 em relação ao ano anterior. Com a piora da economia brasileira e dos principais fatores de consumo durante o ano, a confiança do consumidor atingiu, em dezembro de 2015, o nível mais baixo, 75,2 contra 107,8 em média nos últimos 60 meses de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sobretudo com relação aos bens duráveis.

Ainda segundo o IBGE, a população total do Brasil era de aproximadamente 206 milhões em 2016, um crescimento de 0,8% desde 2015. Considerando que mais de 84% da população vive em áreas urbanas (onde a maioria de nossas operações está localizada) e a população local tem aumentado a uma taxa maior do que a população como um todo, nossas atividades estão particularmente bem posicionadas para se beneficiar do crescimento urbano do Brasil e das economias de escala relacionadas com o crescimento urbano. Segundo estimativa do IBGE para 2014, a cidade de São Paulo conta com uma população de aproximadamente 12,04 milhões e a cidade do Rio de Janeiro conta com uma população de aproximadamente 6,5 milhões. Essas são as duas maiores cidades no Brasil. O Estado de São Paulo abriga uma população total que excede a 44,7 milhões, representando 21,7% da população brasileira e nosso maior mercado consumidor, ficando o Estado do Rio de Janeiro em segundo lugar, com aproximadamente 99 lojas.

De acordo com os dados mais recentes do IBGE, a renda bruta no país diminuiu aproximadamente 4,6% em 2015 em comparação com 2014 enquanto, no mesmo período, houve uma queda de 4,0% no consumo privado e de 3,8% no PIB. Entre as razões para esse movimento, estão a retração de 5,8% da renda média real e o aumento de 6,6% do crédito às famílias em relação ao PIB.

Segundo os dados mais recentes da FGV, no Brasil, o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, piorou pela primeira vez após 13 anos consecutivos de evolução. De 2001 a 2014, o índice diminuiu cerca de 0,6 pontos percentuais por ano, mas no quarto trimestre de 2015, houve um aumento de 0,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. A desigualdade aumentou devido a uma redução da renda per capita, que cresceu, em média, 3,3% ao ano entre 2001 e 2014, enquanto, no quarto trimestre de 2015, a renda per capita diminuiu 2,2% em relação ao mesmo período de 2014.

A tabela a seguir estabelece os diferentes níveis de classe social das famílias brasileiras, segundo o Índice de Potencial de Consumo, ou IPC, Mapas 2015.

Nível de Classe Renda Mensal Média (em reais)
A 20.273
B1 8.696
B2 4.427
C1 2.409
C2 1.446
D/E 640

De acordo com o estudo realizado pelo IPC Maps 2016, as famílias de Classe A são responsáveis por apenas 2,4% e as classes B1 e B2, por 23,1% da população urbana. As Classes C1 e C2, as mais representativas da população brasileira, correspondem a 47,9% enquanto as classes D e E, conjuntamente, a 26,6% de todas das famílias das áreas urbanas. Nos últimos anos, o número de famílias de Classe C, D e E aumentou em termos de total de famílias urbanas e a média do poder de compra dessas classes aumentou.

Esperamos que com o tempo, e em consequência do aumento gradual do salário e de uma população regularmente crescente, haja aumento de consumo dos níveis de classes de renda mais baixas. O salário mínimo mensal no Brasil aumentou 6,5%, de R$ R$ 880,00 em janeiro de 2016 para R$ 937,00 em janeiro de 2017.